Desafio 40 dias: 4 coisas que aprendi até aqui

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Desafio 40 dias: 4 coisas que aprendi até aqui

E já estamos na metade! 20 dias já se passaram do nosso desafio “40 dias de comida de verdade” e, dessa vez, eu gostaria de dividir com vocês algumas percepções importantes e aprendizados desse período.

O que a gente está comendo não mudou muito, vou mostrar em outro post. O negócio é, uma vez que você entra no ritmo e já entendeu suas novas opções e ingredientes disponíveis, vai variando entre eles.

Como a gente já tinha uma alimentação relativamente saudável, quase não consome comidas industrializadas, prepara e faz as refeições em casa, o meu maior objetivo (meu, pessoal) era me livrar do consumo de doces. Nunca fui chegada em doces (só na TPM!!) mas desde a minha gravidez virei uma formiguinha! Não é nem a questão do chocolate, é todo tipo de doce mesmo! Bolo simples (esses do supermercado, cheio de aditivos!), bolo recheado, brioches de nozes, muffins e tantas outras opções que aqui na Áustria você encontra, literalmente, em toda esquina.

Não que um bolinho feito em casa não seja ‘comida de verdade’, mas um dos critérios do desafio é reduzir o consumo de farinhas brancas e açúcar refinado. Quanto aos bolinhos e doces industrializados, estes, definitivamente, não entram na categoria ‘comida de verdade’!

Esses doces, acompanhados de um café, tinham se tornado a minha opção ‘automatizada’ de café da manhã e eu sabia que precisava quebrar essa rotina.

Agora, passados 20 dias, tenho 4 percepções (ou aprendizados, ou constatações) que gostaria de dividir com vocês. Quem sabe vocês se identifiquem com elas e eu possa ajudar vocês como estou me ajudando 🙂

 

1. Escolhas são baseadas em hábitos

Passei no supermercado rapidinho semana passada, de manhã quando estava voltando da escolinha da Lily, pra comprar umas coisinhas que faltavam e, como não tinha comido nada antes de sair de casa, estava com fome. Escolhi um sanduiche fresco de pão integral, queijo, alfaçe, tomate, pimentão e ovo cozido e, pra companhar, um café com leite gelado, desses que vem embalados em copos e prontos para beber. Corri pro carro e, quando me sentei e comecei a abrir o copo de café me dei conta: que escolha foi essa?? Esse café é cheio de açúcar, corantes, aromatizantes e outros ‘antes’!
E aí me dei conta que, sempre quando íamos ao supermercado nos sábados de manhã, comprávamos um café desses pra cada um e íamos tomando no carro, enquanto íamos de um supermercado para outro. E eu, sem pensar, peguei o café, como sempre, e fui pro carro! Foi o hábito que guiou a minha escolha, por isso, esteja sempre atenta ao que você está comprando, bebendo ou comendo.

 

 2. O paladar muda quando mudam os hábitos

Vocês já repararam como o tomate é doce? E a cenoura então? E o milho? Pois é, eles são sim, muito doces! O meu paladar, acostumado ao açúcar, é que não me permitia perceber e sentir esse açúcar. E assim é com tudo! O que acontece é que, com o tempo, precisamos de coisas muito mais doces para percebê-las como doces.
A boa notícia é que o seu paladar se adapta e, uma vez que você começa a diminuir o açúcar, vai começar a perceber que existem muitas outras coisas doces que você já está comendo e nem sabia. Eu comecei a perceber a doçura das coisas depois de 2 semanas.
Quanto ao paladar das crianças, ele ainda está em formação então, não vá influenciá-lo de forma negativa. Talvez pra você não esteja doce o suficiente, mas pra elas está ótimo!

 

3. Qualidade em vez de quantidade

Comida de qualidade é mais cara? É sim. Mas a pergunta certa não é porque comida de verdade é tão cara, e sim porque comida processada é tão barata. Por exemplo, um frango precisa de um determinado tempo para se desenvolver e estar pronto para ir pra mesa. E esse tempo, longo, custa caro! E precisa de muito mais investimento do que colocar um monte de frangos confinados em um espaço minúsculo, encher os coitados com hormônios para crescerem rápido e antibióticos para não ficarem doentes. Enfim, quando você começa a prestar mais atenção na qualidade do que você come, se alimentar bem e saudavelmente, também percebe que não precisa de tanta comida. Os ataques de fome (geralmente causados por picos de acúcar no sangue devido ao consumo de açúcares e carboidratos simples) já não acontecem mais. Você se sente satisfeito, sem necessidade de atacar a geladeira e sem se sentir ‘cheio’ e desconfortável.

 

 4. Stress, cansaço, pressa e fome não são uma boa combinação

Se você estiver cansada, com pressa ou no meio de uma situação estressante, a primeira coisa que vai esquecer é o cuidado com as suas escolhas alimentares. E é aí que o antigo padrão volta à tona, porque é mais conhecido, mais confortável e, porque não dizer, automático. Se estiver sem tempo e com fome, com certeza você vai comer a primeira coisa que encontrar pela frente! Por isso é super importante ter sempre à mão opções saudáveis e não comprar, ou jogar fora mesmo, alguma porcaria que você ainda tiver pelos armários. Deixe algumas coisas preparadas com antecedência e organize a sua cozinha e suas compras. E, acima de tudo, não vá ao supermercado com fome! 😉

 

Resumindo

O balanço final dessa metade de desafio é que é possível sim mudar nossos hábitos. Não é tão difícil como parece e o nosso corpo responde às mudanças mais rápido do que a gente imagina.
Estou me sentindo bem, meu estômago vai bem obrigada e até a balança virou minha amiga quando me mostrou que eu estou 1,5kg mais leve 🙂
Precisa, sim, de atenção, dedicação e amor.
Amor ao nosso corpo, à nossa saúde a aos nossos filhos, que estão aprendendo conosco.

 

E vamos em frente!

 

 

 

2 Comments
  • Fatima Dargam
    Posted at 20:22h, 31 March Reply

    Oi Monica, adorei ler o seu blog e suas experiências com o desafio de 40 dias. Parabéns pela iniciativa! Você tem toda razão nas suas contratações. Beijos, Fátima

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