Nutrição Infantil: uma (não tão) doce realidade.

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Nutrição Infantil: uma (não tão) doce realidade.

Hoje vamos falar de obesidade infantil. E você já está pensando: ‘Ah! Aqui em casa a gente não tem esse problema, as crianças não estão acima do peso.’ Que bom! Mas essa talvez seja a realidade de algum amiguinho ou amiguinha dos seus filhos e você pode ser uma boa influência e até um agente de mudança nessa situação. Não se esqueça que, quanto mais velhas, mais as crianças são influenciadas pelo comportamento e hábitos dos amigos, para o bem e para o mal.

Não faz muito tempo, o Brasil lutava contra a desnutrição infantil e hoje se fala em epidemia de obesidade. É isso mesmo? Sim, infelizmente é isso mesmo. Recentes números de pesquisa feita pelo IBGE apontam que aproximadamente 15% das crianças com idade entre 5 e 9 anos têm obesidade. Uma em cada três não chegaram ao nível da obesidade, mas estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

O aumento do consumo de produtos chamados ‘processados’ – e a consequente diminuição do consumo de produtos in-natura – é um dos grandes culpados dessa nova realidade. Esses produtos processados geralmente contém açúcares e sódio (sal) em excesso, além de uma lista enorme de ingredientes que a gente nem consegue pronunciar, muito menos saber pra que servem, ou pior, o que podem causar à nossa saúde. Como reflexo dessa prática, o consumo de açúcares representa hoje 16,4% das calorias totais da dieta do brasileiro, contra um máximo de 10% fixado pelas recomendações nutricionais.

Os dados também nos mostram que quanto maior o poder de renda das pessoas, mais elas tendem a ficar acima do peso e que elas estão localizadas, em sua grande maioria, nos centros urbanos (acho que nenhuma novidade por aqui né?! Afinal, faz tempo que as crianças das grandes cidades encontraram formas diferentes e menos ativas de brincar).

Uma situação econômica mais favorável, acesso a produtos que antes estavam fora do alcance e falta de informação combinados, acabaram por gerar uma ‚bomba’ com consequências sérias para o futuro dessas crianças.

O governo brasileiro, tendo em vista todas essas mudanças e suas consequências na saúde da população, acabou de lançar o novo “Guia Alimentar para a População Brasileira”. O guia substitui a antiga versão, lançada em 2006, e traz informações úteis e recomendações sobre alimentação, objetivando claramente reverter essa situação, um prato de cada vez.

Se você não viu, clique aqui para fazer o download da versão em pdf: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf

 

Fontes:

http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2013/03/12/obesidade-cresce-rapidamente-no-brasil-e-no-mundo

http://obesidadenobrasil.com.br/estatisticas/

http://www.abeso.org.br/pdf/Artigo%20-%20Obesidade%20Infantil%20Diagnostico%20fev%202011.pdf

http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2014/03/obesidade-entre-as-criancas-atinge-indices-de-epidemia-no-brasil

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009/POFpublicacao.pdf

http://www.unicamp.br/nepa/noticia_IBGE.php

 

 

 

 

 

 

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